Imprensa (Sugestões)

1 –  Quando e como surgiu a ideia da “Hora do Mamaço?

Surgiu na SMAM (Semana mundial de Aleitamento Materno) em 2012, com  com a ideia de lançar um evento anual conde todas as mães, de todas as cidades e estados brasileiros, se reúnam – no mesmo dia e no mesmo horário – em um ponto turístico de suas cidades, para amamentarem seus bebês simultaneamente.

2 – O que motivou a realmente apostar na ideia e colocá-la em prática?

O grande número de mães que procuram a nossa comunidade virtual diariamente em busca de apoio e orientação para a amamentação. O Brasil ainda amamenta exclusivamente muito pouco, parcos 58 dias. A AMS tem cerca de 50 mil mães e desejamos dar voz à estas mulheres e seu desejo de exercerem plenamente suas maternidades.

3 – Quais são os principais objetivos da Hora do Mamaço? Qual a importância dele para mamães e bebês, bem como para a sociedade brasileira como um todo?

 O objetivo é trazer à sociedade a reflexão e a discussão da importância do APOIO e RECONHECIMENTO de amamentar e seus inúmeros benefícios para mãe bebê.

4 – Como foi o primeiro evento? Onde ele foi realizado e como foi feita a mobilização para atrair mamães e apoiadores naquela ocasião?

Ao todos 45 cidades e alguns países e quase 200 fotos foram compiladas em um vídeo que já ultrapassou as 40 mil visualizações:
https://www.youtube.com/watch?v=m3iqpZC-B8I
5 – Como a Hora do Mamaço “espalhou” para outras cidades? De que forma surgiram as coordenações pela Hora do Mamaço?

Tudo é possível através do Facebook e redes sociais. Temos uma página e um blog oficial do evento onde concentramos TODAS as informações e orientações:
https://www.facebook.com/ahoradomamaco
https://horadomamaco.wordpress.com/

6 – Como funciona a Hora do Mamaço fora do evento que é realizado simultaneamente por várias cidades? Existe algum trabalho ao longo do ano? Se sim, qual? 

De acordo com o tema mundial, lançamentos projetos para todo Brasil.
Em 2014, lançamos o Manifesto:
https://secure.avaaz.org/po/petition/Lei_de_Protecao_a_Mae_que_Amamenta_em_qualquer_hora_e_em_qualquer_lugar
Que resultou no envio de 11.600 assinatura para a Deputada Patrícia Bezerra e a aprovação Lei para o estado de SP que multa qualquer estabelecimento que constranger uma mãe de amamentar seu bebê.
Neste ano, lançamos outro Manifesto:
https://secure.avaaz.org/po/petition/Comissao_Especial_da_Primeira_Infancia_do_Congresso_Nacional_Aprovada_pela_Camara_dos_Deputados_Votada_no_Senado_e_Sanci/
Com um objetivo maior, de levar a ideia da importância de uma licença maternidade digna para o Brasil. Já são 10.685 assinaturas!
7 – Como são escolhidos os temas de cada ano? São realizadas reuniões periódicas?… Como isso funciona?

Os temas são divulgados pela WABA Internacional para a SMAM: http://www.waba.org.my/

8 –  Como se dá o contato com as organizadoras locais e como foi o processo de escolha dessas organizadoras?

Geralmente, as organizadoras fazem parte dos grupos de apoio da nossa comunidade virtual e ficam sabendo do evento pelas postagens nas páginas. Todo o contato é feito através do FB e cada cidade tem TOTAL autonomia para realizar organizar o evento. Não há critério de escolhas: apenas mães maravilhosas desejando e lutando por um mundo melhor para os seus filhos!

9 – O que  gostaria de destacar sobre a Hora do Mamaço?

Veja essa mapa:



Ver tantos corações apaixonados pelo Brasil é uma das maiores alegria da minha vida!
E neste ano temos uma surpresa linda:


Portugal participando em 15 cidades!
É muito amor espalhado, unido e sem fronteiras…


10 – Gostaria de fazer algum comentário adicional?

Em nossa comunidade virtual de apoio à mãe, AMS Brasil, no nosso grupo de apoio de volta ao trabalho com quase 5 mil mulheres, todos os dias, leio centenas de histórias de superação. A maior delas, talvez, é o engenhoso esforço de ordenha, armazenamento e proteção do aleitamento exclusivo para além dos seis meses! São mulheres guerreiras que às vezes, em 15 minutos, conseguem garantir o leite dos seus bebês esvaziando as suas mamas muitas vezes em banheiros e até dentro dos seus carros…. Se em 15 minutos é quase um desafio impossível de extrair leite com a bomba, que dirá manualmente? O movimento pretende alcançar estas mães… as que precisam de apoio real para continuarem amamentando e que precisam voltar ao trabalho por razões muito justas.
Mães que todos os dias, encontram muitas vezes no uso da bomba extratora,  a alternativa para protegerem a amamentação dos seus filhos. São estas mães que estão nas empresas,  com uma carga horária que torna impossível até durante o dia,  aliviarem as mamas da ausência de sucção dos seus bebês por longas horas…. Queremos que estas mães se identifiquem com o movimento,  que se sintam acolhidas, e que se juntem ao movimento para que todas juntas, possamos mudar esta realidade!
A Logo deste ano é na verdade, um Protesto Subliminar. Não é possível apoiar e proteger a amamentação, um gesto singular e tão precioso para os bebês, desta forma: mulheres melindradas, sem tempo suficiente e espaço respeitoso para extração do leite materno; muitas delas com o uso de uma bomba extratora que depreende manejo, e sendo mecânica, tem seus riscos; mas com calma, concentração e sem pressão – principalmente sob uma vergonhosa licença que obriga à uma separação tão precoce dos seus pequeninos bebês….
Por isso queremos mais! Queremos principalmente conscientizar a sociedade de que o bebê  merece tempo digno e apoio de toda  a sociedade para que se desenvolva e para que se alimente da melhor forma e com o melhor alimento, garantindo assim, uma qualidade de vida e de saúde e, para que tenha sua mãe acessível neste primeiro momento único e crucial para o seu desenvolvimento pleno.
Nossa luta continua sendo pelo aleitamento natural exclusivo: sem utensílios e sem soluções artificiais, mas principalmente com reconhecimento do papel indispensável das mães na formação de todos os nossos bebês, prioritariamente nos seus primeiros anos de vida.
As mães só precisam de duas coisas: APOIO e RECONHECIMENTO.
Simone De Carvalho
Facilitadora do Evento Nacional “Hora do Mamaço” para o Brasil/Mundo

Matéria Folha de São Paulo: Mamaço e petição defendem licença-maternidade de 1 ano para facilitar amamentação

O grupo AMS Brasil (Apoio Materno Solidário) convocou um mamaço nacional para o dia 1º de agosto. A chamada hora do mamaço deve ocorrer em mais de 50 cidades, sendo 15 delas em Portugal.

O evento faz parte das comemorações da Semana Mundial de Amamentação, que vão até o dia 7 de agosto.

Além de alertar para os benefícios da amamentação para o desenvolvimento do bebê, o mamaço vai defender a ampliação da licença-maternidade para facilitar a amamentação de bebês de mães trabalhadoras.

O foco está em linha com tema da campanha de 2015, definido pela Waba (World Alliance for Breastfeeding Action), que é “amamentar e trabalhar: para dar certo o compromisso é de todos”.

Pela lei, as mulheres têm direito a quatro meses de licença-maternidade. Programas do governo, como o “empresa cidadã, incentivam que as companhias estendam esse período para seis meses.

Ao retornar ao trabalho, para que a amamentação do bebê seja mantida até o 6º mês, a lei prevê ainda períodos de tempo para que a mulher alimente ou retire leite para seu filho. Esse período pode ser dividido em dois diários de 15 minutos para aliviar as mamas ou um de 30 minutos, que pode ser combinado na entrada, saída ou no horário de almoço da mãe.

Só que esse tempo é considerado insuficiente por pediatras e defensores da amamentação.

Simone de Carvalho, uma das organizadoras da hora do mamaço e coordenadora de grupos de apoio a mães, diz que recebe todos os dias relatos de mulheres preocupadas com a manutenção da amamentação após o retorno ao trabalho.

“São mulheres guerreiras que às vezes, em 15 minutos, conseguem garantir o leite dos seus bebês esvaziando as suas mamas muitas vezes em banheiros e até dentro dos seus carros”, diz Simone.

Das 12 mil empresas participantes do programa empresa cidadã, só ofereciam sala de amamentação no local de trabalho para suas funcionárias.

“Não é possível apoiar e proteger a amamentação, um gesto singular e tão precioso para os bebês, desta forma: mulheres melindradas, sem tempo suficiente e espaço respeitoso para extração do leite materno; muitas delas com o uso de uma bomba extratora que depreende manejo, e sendo mecânica, tem seus riscos; mas com calma, concentração e sem pressão – principalmente sob uma vergonhosa licença que obriga à uma separação tão precoce dos seus pequeninos bebês”, diz Simone.

LICENÇA DE 1 ANO

Por isso, o Apoio Materno Solidário também defende a ampliação da licença-maternidade para 1 ano, e da licença-paternidade para 1 mês. A mudança está prevista no projeto de lei 6.998/2013, apresentado pelo deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS).

Não se trata de um gasto a mais para as empresas […], mas um grande esforço e investimento para prevenir muitos problemas futuros na vida de uma criança […].Sai muito mais barato investir em um projeto de licença maternidade, do que em mais creches de período integral”, diz o pediatra José Martins Filho, presidente da Academia Brasileira de Pediatria, na petição que defende a ampliação da licença.

ESTRESSE TÓXICO PRECOCE

Segundo Martins Filho, estudos internacionais vinculam a separação precoce entre mães e filhos ao chamado estresse tóxico, que pode atrapalhar no desenvolvimento do bebê.

“Sobre o ponto de vista imunológico, as crianças são imaturas e as chances de contraírem doenças principalmente respiratórias em razão do desmame precoce e pelas consequências emocionais de uma separação precoce, contribuem para o chamado estresse tóxico”, afirma ele.

Para apoiar o projeto, Martins Filho apoia a petição pela aprovação da licença-maternidade de 1 ano, que já conta com 10.500 assinaturas.

Para consultar horários e locais da hora do mamaço, clique na página do evento ou na hashtag #horadomamaço.

FONTE: http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2015/07/27/mamaco-e-peticao-defendem-licenca-maternidade-de-1-ano-para-facilitar-amamentacao/#_=_

Trabalhar e Amamentar, só basta apoiar! Uma reflexão

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“A prática da defesa do aleitamento materno exclusivo defende o Apoio e a Orientação às mães como ações facilitadoras para que o ato de amamentar seja pleno e eficaz. Como ação puramente biológica, cada vez mais se preconiza a importância do exercício destas duas ações, afastando as soluções criadas através de produtos que venham a auxiliar a amamentação, dentre elas, as bombas para extração de leite materno excedente.

O natural, o ideal, é que as mães sejam orientadas a fazerem a ordenha manual, de acordo com a norma técnica do Ministério da Saúde (MS), que beneficia o alívio das mamas e a continuidade do aleitamento, principalmente nos primeiros seis meses de vida do bebê e a preservação do aleitamento no maior tempo que for possível para as mães trabalhadoras, especialmente.

O Brasil conta hoje com um tempo de licença maternidade, para o setor privado, de quatro meses. Segundo o senso do IBGE de 2012, a população feminina com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu 9,8 pontos percentuais (de 34,7% em 2003 para 44,5% em 2012).

A Lei de proteção à amamentação na volta ao trabalho, beneficia a mulher que amamenta e seu bebê até os seis meses de aleitamento exclusivo de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ou seja, voltando de licença maternidade aos quatro meses, a mulher tem apenas dentro dos dois meses permitidos – dois períodos de 15(quinze) minutos para a amamentação, que podem ser negociados de duas formas:

  • Dois períodos no dia de 15 minutos de pausa para aliviar as mamas, extraindo o leite e armazenando para a alimentação posterior do seu bebê;
  • Um período de 30 minutos que pode ser combinado na entrada, saída ou no horário de almoço da mãe.

Das 12 mil empresas cadastradas no “Empresa Cidadã”, iniciativa do Ministério da Saúde que incentiva a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses, apenas 80 oferecem Salas de Amamentação em todo o país. Em nossa comunidade virtual de apoio à mãe, AMS Brasil, no nosso grupo de apoio de volta ao trabalho com quase 5 mil mulheres, todos os dias, leio centenas de histórias de superação.

A maior delas, talvez, é o engenhoso esforço de ordenha, armazenamento e proteção do aleitamento exclusivo para além dos seis meses! São mulheres guerreiras que às vezes, em 15 minutos, conseguem garantir o leite dos seus bebês esvaziando as suas mamas muitas vezes em banheiros e até dentro dos seus carros…. Se em 15 minutos é quase um desafio impossível de extrair leite com a bomba, que dirá manualmente? O movimento pretende alcançar estas mães… as que precisam de apoio real para continuarem amamentando e que precisam voltar ao trabalho por razões muito justas.

Mães que todos os dias, encontram muitas vezes no uso da bomba extratora,  a alternativa para protegerem a amamentação dos seus filhos. São estas mães que estão nas empresas,  com uma carga horária que torna impossível até durante o dia,  aliviarem as mamas da ausência de sucção dos seus bebês por longas horas…. Queremos que estas mães se identifiquem com o movimento,  que se sintam acolhidas, e que se juntem ao movimento para que todas juntas, possamos mudar esta realidade!

A Logo deste ano é na verdade, um Protesto Subliminar. Não é possível apoiar e proteger a amamentação, um gesto singular e tão precioso para os bebês, desta forma: mulheres melindradas, sem tempo suficiente e espaço respeitoso para extração do leite materno; muitas delas com o uso de uma bomba extratora que depreende manejo, e sendo mecânica, tem seus riscos; mas com calma, concentração e sem pressão – principalmente sob uma vergonhosa licença que obriga à uma separação tão precoce dos seus pequeninos bebês….

Por isso queremos mais! Queremos principalmente conscientizar a sociedade de que o bebê  merece tempo digno e apoio de toda  a sociedade para que se desenvolva e para que se alimente da melhor forma e com o melhor alimento, garantindo assim, uma qualidade de vida e de saúde e, para que tenha sua mãe acessível neste primeiro momento único e crucial para o seu desenvolvimento pleno.

Nossa luta continua sendo pelo aleitamento natural exclusivo: sem utensílios e sem soluções artificiais, mas principalmente com reconhecimento do papel indispensável das mães na formação de todos os nossos bebês, prioritariamente nos seus primeiros anos de vida.

As mães só precisam de duas coisas: APOIO e RECONHECIMENTO.

Simone De Carvalho

Facilitadora do Evento Nacional “Hora do Mamaço” para o Brasil/Mundo